1º Mosaico Cultural Beneficente
AMPARO EFICIENTE REALIZOU 1º SARAU BENEFICENTE
Dia 03 de novembro, sábado passado, ocorreu o evento “Mosaico Cultural”, um sarau beneficente da Amparo Eficiente, onde puderam ser apreciadas apresentações de artistas de alto gabarito de Amparo e região.
Logo na entrada, ao assinarem o livro de presenças que contou um total de 76 assinaturas, os convidados puderam apreciar a exposição de quadros da artista plástica Angela Ferrari Darin, intitulada “Flores”, junto à uma exposição de orquídeas de Vilma Tonelotto, da Fioretti Orquídeas de Pedreira.
Erik Ávila iniciou as apresentações, após a execução audio-eletrônica de “O holandês errante“ de Wagner, fazendo um convite para a passeata no dia 01 de dezembro, à partir das 9 horas da manhã com início na praça Pádua Sales e término no largo da catedral, em comemoração do dia internacional das pessoas portadoras de deficiências e convidou Eliana Dagmar a apresentar o evento.
Logo de início, Eliana explicou o significado de Mosaico Cultural. No sentido figurado, mosaico quer dizer “miscelânea”, neste caso, uma miscelânea cultural, tanto aquela que vem de fora quanto a que nasce da produção interna do grupo.
O objetivo do Mosaico é levar a arte em geral, fazendo com que os participantes sintam e se emocionem, inspirando-os a produzir, refletindo com suas emoções a verdadeira ARTE, em suas aulas. É através dessa arte que os artistas expõem seus imensos espetáculos - o interior de suas almas.
Esse é o primeiro evento aberto ao público. Um sarau beneficente da Amparo Eficiente.
Entre as apresentações foram declamadas composições dos alunos do Mosaico, que poderíamos chamar de “máximas” - como Mário Quintana disse de algumas de suas composições - como esta de Everton Vallin:
“Amigo representa o amor
O amigo representa o minuto de momento,
Independência de amizade
Geração de amigos
Gera lá no fundo aquela amizade
Representa ouvir o amigo
A inicial de cada uma dessas coisas
Forma a palavra amigo
Que possui todas essas coisas”
Everton Vallim mostrou de forma poética e coerente um nobre sentimento, “a verdadeira amizade”, algo raro nos dias de hoje, algo que deve ser garimpado entre as pessoas no mundo, para coletar a jóia rara da amizade.
Em seguida o pianista Marcelo Sanvido Cardozo, encantou e emocionou o público com músicas de F.Mendelson “Barcarola Veneziana Op. 30 número 6” que foi retirada da peça “Romance sem palavras”. A música representa o sentimento e o prazer de deleitar-se em um passeio de gôndola por Veneza.
Em seguida, o pianista Marcelo Sanvido Cardozo encantou mais uma vez com sua sensibilidade e precisão ao dedilhar um piano raro e requintado da Casa do Médico, afinal só existem 3 pianos como esse no mundo. A primeira música no piano foi de F. Chopin – “Noturno Op. 9, número 2” , música que na época de Chopin se ouvia após os jantares, um momento de repouso com a família, e muito executado em salões de palácios europeus.
Após o recital tivemos a apresentação de uma “máxima” de elevada sensibilidade e poesia de Nilza Brunelli que diz assim:
“A pessoa está levitando
na sua imaginação,
descendo das nuvens.
Guardando seus sentimentos
nas gavetas do futuro,
que chama-se felicidade.”
Dando seqüência Sharazad el Sharon apresentou um solo intitulado “As cores do mundo”, a coreografia representou as cores do mundo, é uma dança com véus, uma dança tradicional egípcia com véu multicolor, como um arco-íris, que se enlaçou várias vezes no corpo esbelto e ágil da bailarina, dando a sensação de alegria e efusividade.
Então Eliana Dagmar declama mais uma “máxima” de Benedito Mosqueto, que expressou de forma simples e emocionante seu sentimento nas aulas do Mosaico Cultural, programa quinzenal da Amparo Eficiente, ministrada por Gustavo Guerra:
“Voando levitando de várias maneiras,
conforme a música dança.
Felicidade.
Lindo!”
Na próxima atração, o encanto ficou dividido entre as castanholas e a dança flamenca da bailarina Heleonora Lucas da Academia Ponto da Dança, que oferece cursos de Ballet clássico, jazz, sapateado, dança flamenca, dança de salão, dança do ventre, e dança para melhor idade. Telefone 3808-3570 Rua General Câmara, 288 – Centro. “Aires de Huelva”.
O ritmo dessa coreografia, informações da própria bailarina e coreógrafa Heleonora Lucas, são os “Fandangos” que são um dos ritmos flamencos mais executados. Da região de Huelva na Espanha, acredita-se que tenham origem árabe. Os Fandangos são muito vivos e abordam todos os tipos de temas, podem ser acompanhados por violinos, pandeiros e castanholas. No caso um solo de castanholas com professora Heleonora Lucas que desencadeou emoções múltiplas da platéia ao dançar com a elegância e a exuberância de uma espanhola.
Eliana Dagmar declama mais uma “máxima” da aluna do Mosaico Cultural Simone de Lima, que expressou em apenas uma frase uma íntegra verdade:
“A alma é além das aparências,
é algo que não se pode ver e sim sentir.”
Em seguida a leveza, suavidade e nobreza do ballet Clássico da Escola Grazielle Godoy - localizada na rua Marechal Deodoro, 308. “ao lado do Anexo”, onde são ministradas aulas de ballet clássico, jazz, hip hop, dança de salão e dança do ventre. - das alunas: Alessandra Gritti, Bianca Moraes, Nathara Tavella, Sabrina Cezar, Tatiana Angelo encantou mais uma vez o público.
O ballet clássico é um tipo recente da dança, com aproximadamente 550 anos, possui uma característica artística extremamente elaborada. Nasceu acompanhando o desenrolar sócio cultural da época que marca seu início, a partir do momento em que a primeira escola voltada para a técnica clássica foi fundada em Paris, em 1966. Informações e detalhes como este ditos pela apresentadora Eliana Dagmar ao apresentar cada espetáculo.
Eliana Dagmar então declamou mais uma máxima produzida em grupo nas aulas do Mosaico Cultural, sábias palavras de Ana Paula de Lima; Rita Cássia da Silva; Maria Cláudia de Lima; Simone de Lima e Benedito Mosqueto:
“Se você plantar amor,
você vai colher amor,
mas se plantar ódio,
vai colher ódio.”
A dança do ventre com a bailarina Sharazad el Sharon e bailarinas Michele Pauline; Daniela Caruso, .voltou na apresentação com a coreografia “Força Feminina”, e foi exatamente o que o público sentiu ao apreciar tão bela e energizante apresentação. A música que dançaram tem como instrumento principal o derbake, que é um instrumento de percussão árabe de som marcante.
Eliana Dagmar declama após a coreografia a “máxima” de Sônia Orágio, que de forma delicada e poética diz:
“A amizade gera um futuro de amor e união.
A amizade é importante para todos,
sentir o que é o amor.”
Logo após a leitura da afirmação, houve apresentação de dança flamenca com as bailarinas Heleonora Lucas, Carolina Tonelotto, Denise Nunes intitulada “As Sevilhanas” , como o próprio nome diz, são típicas de Sevilha, cidade localizada na Andaluzia, região sul da Espanha. Trata-se de um ritmo contagiante, extremamente alegre e popular e que constitui um dos fenômenos de maior popularização da dança flamenca. Pode ser dançado aos pares, por homens, mulheres e crianças.
Após a apresentação Eliana Dagmar declama uma máxima produzida por Túlio Pulgrossi, que de forma bela e observadora diz:
“Poesia pode ser expressada,
poesia pode ser parodiada,
mas poesia nunca
pode ser comparada.”
Mais um dedilhar preciso e lindo do pianista Marcelo Sanvido Cardozo no piano finaliza as apresentações artísticas com F. Schubert em “Improviso in A fleet Op. 142 número 2” e “Improviso in A fleet Op. 90 número 4” . Foi exatamente em um improviso nos estudos de Schubert, que a compôs sobre um determinado tema nessa música..
Então é declamada mais uma máxima da aluna Daniela Ribas:
“Os cabelos caídos
sobre as gavetas da memória,
puxam de dentro a raiva,
puxam de dentro o amor,
voando na imaginação.
Apenas Deus é perfeito,
o vôo traz o sentir. “
Daniela Ribas trouxe com suas palavras uma verdadeira prova de sensibilidade, expressou seu imenso espetáculo, o interior de sua alma, em sua composição...
Para finalizar as apresentações houve entregas de Menções Honrosas Salvador Dali, com a execução audio-eletrônica de fundo “Minuetto – Allegro” e “Allegro Assai” de Wolfgang Amadeus Mozart.
Menções outorgadas e assinadas por Shirlei Cita da Silva Miranda presidente da Associação Amparo Eficiente, Sérgio Nardini fundador e Gustavo Guerra diretor de cultura, menção essa com nome de um dos mestres da pintura, inovador que lançou o estilo surrealismo - muito apresentado aos alunos do Mosaico em suas aulas.
Junto à menção honrosa foram entregues medalhas de honra ao mérito e uma flor para cada artista pelo brilho cedido, nesse Primeiro Mosaico Cultural, por Gustavo Guerra, diretor de cultura da Amparo Eficiente, que idealizou e promoveu tanto o evento quanto as aulas do Mosaico Cultural, com o auxílio persistente da Associação Amparo Eficiente.
A Amparo Eficiente ainda outorgou a menção honrosa Salvador Dali aos colaboradores Eliana Dagmar, Eduardo Domingues sonoplasta, e Sérgio Nardini pela fundação da Amparo Eficiente, viabilizando também a realização desse sarau.
Importante ressaltar que foram outorgadas menções honrosas Salvador Dali, concedidas pelas colaborações de fundamental importância para a realização desse Primeiro Mosaico Cultural aos patrocinadores: Righetti Seguros; Art Fiori, Posto do sol Shell, Hospimed, Ótica Santa Rita, Eletro Center, Sérgio Damatto ME, Gráfica Corradini e Casa do Médico por ceder o espaço para a realização desse evento.
Após todas as apresentações, tivemos um “coffee break” gostoso com salgados saborosos e quentinhos, refrigerante, e “para adoçar a vida” “pettit fours” de diversos sabores sutis. O ambiente requintado da Casa do Médico estava decorado com velas artesanais acesas de diversas cores, alegrando ainda mais o ambiente com uma iluminação aconchegante, dando todo o toque de classe e felicidade.
Todo esse ambiente, tanto na recepção/exposição de quadros e “coffee break”, envolvido por uma trilha sonora elaborada pelo sonoplasta Eduardo Domingues com a mais pura MPB, dando um tom de bom gosto e elegância.
Notório ressaltar ainda a alegria latente dos integrantes de Amparo Eficiente e demais espectadores ali presentes. Essa alegria de todos reafirmou o objetivo desse projeto “Mosaico Cultural” que é a inclusão cultural dos portadores de necessidades especiais.
Aguardamos o Segundo Mosaico Cultural e antecipadamente contamos com a colaboração de todos para tal.
Gustavo Guerra
Diretor de Cultura
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